Reflete o Rio Preto a casa da colina,
Branquinha com varanda em redor e o jardim
Com rosa perfumada e orquídeas e jasmim,
Lembrando a minha infância airosa de menina.
A baixo, corre a negra água, tal serpentina,
Fecundando o sopé do morro até o fim...
Do alto, avista-se o céu, alua e tudo assim;
E à tarde o adeus do sol à estrela vespertina.
Do meu jardim de inverno, olho sempre a paisagem
Que me fez recordar os meus amados Pais
Que a contemplavam como a esplêndida miragem.
Eles partiram... Mas ela nada mudou...
Ronda-a freqüente o triste eco dos nossos ais:
Esta saudade eterna – e o vento não levou...
(A Casa da Colina - Maria Eleonora Cajahyba)
Nenhum comentário:
Postar um comentário