30 de outubro de 2008

Quiça!?

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Madrugar ao sol do Rio;
Ver o rio descer pro mar;
Namorar ao doce frio
que o Rio tem pra nos dar.
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Essa hora que se esvai
pelos cantos dos abraços,
quando em laços imortais
dos meus medos me desfaço.
Eu te encontro bem na porta
ou na cama já deitada.
A madame em minha rota;
a duquesa, minha fada.
Por janelas ou sem sono,
me escondo entre sorrisos.
Sendo bom aos teus encontros
para assim ser teu amigo.
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E agora já entregue
entre lábios naturais
percebo o quanto vale
a imagem que se faz
E as damas que me foram
são donzelas que estimo
Tenho agora doce zelo,
mais respeito e todo mimo.
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Volto ao chão bem mais correto
e a tristeza, enfim, que vá.
Hoje estou assim completo
e o futuro, então, quiça!?
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Relato de um momento a ser lembrado com muito carinho.