3 de abril de 2008

Vasculhando arquivos

Vasculhando arquivos antigos encontrei esse texto do qual desconheço a autoria, mas pelo fato de falar de Jitaúna achei válido postá-lo aqui.


Jitaúna em prosas e versos.

Jitaúna boa terra
De festas fenomenais
Do cacau, da primavera
Micaretas, não carnavais.

Sua gente hospitaleira
De famílias tradicionais
Em Maria a Padroeira
Coloca seus ideais.

E as barracas enfeitadas
Na festa da Padroeira
Ainda hoje, tão lembrada
Bem assim, as brincadeiras


Tem São Pedro e São João
Festejados na Pracinha
Ladainhas de Montão
Com cânticos na igrejinha

E as festas de formatura
Ainda hoje tão participadas
Cheias de brilho e cultura
De gente bem preparada

Muita coisa engraçada
Já aconteceu em Jitaúna
Num FUSCA entrou uma vaca
Deixando de fora a bunda.

Tanta gente a empurrar
Pra vaca sair dali
E o dono a cafangar
Se ela entrou, tem que sair.

Em rumo ao matadouro
No meio das ruas passavam
Vacas e valentes touros
E a todos apavoravam.

A política era acirrada
Por charangas animada
Mija Gás já foi chamada
Esta terra tão amada.
Terra de moças bonitas
De coronéis respeitados
De grandes festas juninas
De Juíza e magistrados

Tinha gente com muita fama
De ter grande valentia
Falava-se até dos capangas
Que da profissão vivia.

E a enchente?
E o acidente do caminhão?
E o cacau enriquecendo o povo?
E o carro de bomba na explosão?

Foi muito triste se vê
Tudo o que aconteceu
O cacau a se perder
Quando a vassoura de bruxa o corroeu.

Falamos do seu passado
Das alegrias e tristezas
Dos seus santos festejados
Da pobreza e da nobreza

Jitaúna, o teu tesouro
São teus filhos que aqui estão
Para eles, tu vales ouro
Pedaço amado, desta nação.