Nos últimos dias me presenteei com uma obra independente do cartunista Gustavo Duarte, do qual já era fã por seu trabalho no jornal esportivo LANCE!. Em taxi, sua segunda obra, ele nos presenteia com uma singela e engraçada história ambientada no fantástico mundo do jazz, em meio a uma noite atípica, ou não. Sem dialógos a história se constrói na observação e imaginação do leitor. Com traços de característica particular o autor cria uma preciosidade no mundo dos gibis, e graças as facilidades da web e dos correios, eu possuo uma (rsrs).
20 de dezembro de 2010
3 de dezembro de 2010
Mulheres do Sol
Uma das maiores vantagens do leitor é conhecer diversos cantos do mundo sem nunca ter estado lá. Eu que adoro viajar dificilmente diria isso, mas se tratando da história em questão, ainda bem que nunca estive nesse lugar que ao meu íntimo causo tanto pesar.
O livro do afegão Khaled Hosseini A Cidade do Sol é uma daquelas obras que te deixa meio 'grog' com a porrada que oferece. A história é uma soma de detalhes sutilmente pincelados de uma região do mundo ainda desconhecida do ocidente. Através de suas palavras o autor nos apresenta a beleza singular das vilas, a força secreta da sociedade e a imbecilidade machista que usa da religiosidade para impregnar seus interesses na cultura de um povo.
Os personagens Mariam e Laila apesar de todo sofrimento revelam uma beleza que a burca não consegue suprimir. A história é densa, dura e bela.
Deve ser lido.
Anéis, guarda-roupas e imaginação
Quando me permito sonhar é através de um eu ficcionalmente aventureiro que realizo minhas mais variadas proezas. Hoje sinto que a cada dia minha maturidade vai minando minha capacidade criativa com responsabilidades e compromissos adultos, e nesse momento recordo com saudosismo de minha infância na cidade esquecida.
Depois de iniciar minha aventura literária por Lewis tenho me sentido de novo um garoto encantado num mundo 'ludíbri'. Nárnia possui um encantamento fascinante pela gama intensa de possibilidades admitidas em sua geografia e temporalidade únicas. Todos nós somos de certa forma um Pedro, uma Susana, um Edmundo ou uma Lúcia, desbravadores da magia e detentores de uma coragem capaz de resolver os problemas do mundo.
Depois de iniciar minha aventura literária por Lewis tenho me sentido de novo um garoto encantado num mundo 'ludíbri'. Nárnia possui um encantamento fascinante pela gama intensa de possibilidades admitidas em sua geografia e temporalidade únicas. Todos nós somos de certa forma um Pedro, uma Susana, um Edmundo ou uma Lúcia, desbravadores da magia e detentores de uma coragem capaz de resolver os problemas do mundo.
Depois de O sobrinho do Mago e de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa as aventuras de As Crônicas de Nárnia me são ainda mais interessantes. Toda criança antes de cogitar ir a Hogwarts deveria passar um tempinho em Cair Paravel.A infância é um portal para os melhores mundos possíveis.
9 de outubro de 2010
um Salve ao Marcelo!!!
Depois de penar em minha rotina um tanto desinteressante tive tempo e coragem para encerrar a leitura do ótimo livro do Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho, que narra toda a aventura pessoal do autor após um acidente que o deixa tetraplégico. De maneira jovem, linguagem escrachada e sensibilidade um tanto ingênua nos é oferecido um pouco da história particular, com relatos de uma realidade infantil-ditatorial-familiar-estudantil coletiva dos anos que antecederam o acidente, de um personagem encantador por sua sinceridade anti-heróica.O que mais impressiona na escrita do Marcelo é que o atraente na literatura aleijada que ele nos imprime, o que se ressalta não são os desprazeres dos novos hábitos, nem a infelicidade do resultado do incidente, nem qualquer insatisfação natural humana, mas o que impregna em nossas mentes depois do deleite da leitura é a impressão sensorial que suas palavras nos promovem. Dá pra sentir a delicia desvairada da Av. Paulista, sentir a imersão do bosque pela janela do quarto de UTI, sufocar pelo teto branco do hospital que nos aprisiona sem movimentos sobre a maca (isso me aconteceu em um sonho assustador).
Agora com toda certeza o que parece mais estranho é encontrar a alegria em cada nova página atráves das histórias fantásticas que viveu ao lado de personagens tão comuns que parecem nossos colegas de classe ou mesmo vizinhos. A descrição dos elos que fazemos pela vida é emocionante pois se existe algo honesto é o sentimento que produzimos por amigos em nossos mágicos momentos cinematográficos do cotidiano.
O Marcelo é um camarada inusitadamente interessante, acordou pra vida quando o mundo inteiro (inclusive ele) já o via entregue.
Para um personagem como esse só nos resta fazer como outro anti-herói corinthiano, o Zina:
-Um salve pro Marcelo!!!!!
Sonetos... -I-
Reflete o Rio Preto a casa da colina,
Branquinha com varanda em redor e o jardim
Com rosa perfumada e orquídeas e jasmim,
Lembrando a minha infância airosa de menina.
A baixo, corre a negra água, tal serpentina,
Fecundando o sopé do morro até o fim...
Do alto, avista-se o céu, alua e tudo assim;
E à tarde o adeus do sol à estrela vespertina.
Do meu jardim de inverno, olho sempre a paisagem
Que me fez recordar os meus amados Pais
Que a contemplavam como a esplêndida miragem.
Eles partiram... Mas ela nada mudou...
Ronda-a freqüente o triste eco dos nossos ais:
Esta saudade eterna – e o vento não levou...
(A Casa da Colina - Maria Eleonora Cajahyba)
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